MAX WEBER

12/02/2010 15:58

 

Filho de pais protestantes (Max Weber e Helene Fallenstein) e neto de uma huguenote francesa, Maximillian Carl Emil Weber, nasceu em Erfurt no dia 21 de Abril de 1864. Casou-se com a socióloga e historiadora do Direito, Marianne Schnitger. Jurista e economista é considerado um dos fundadores da Sociologia, área em que também se destacou seu irmão Alfred Weber. Weber, juntamente com Karl Marx, Vilfredo Pareto e Emile Durkheim, foi considerado um dos modernos fundadores da Sociologia, destacando-se por seu trabalho sobre a Sociologia da religião. Seus pensamentos contrastavam com o de Marx, que utilizou o materialismo dialético como método para explicar a evolução histórica das relações de produção e das forças produtivas, e com as propostas de Durkheim, que considerava ser a religião a chave para entender as relações entre o indivíduo e a sociedade.

            Weber foi professor em Berlim (1893), Friburgo (1894-1897), Heidelberg (1897-1903), Viena (1918) e Munique (1919-1920). Foi um dos fundadores da Federação Pan-Germanista (1891), adquirindo notoriedade em 1895 com o seu discurso de posse na Universidade de Friburgo, no qual se declarou a favor do imperialismo. Em 1896, afastou-se da Associação e fundou, juntamente com Friedrich Naumann, a União Social Liberal. Em 1918, foi um dos fundadores do Partido Democrático Alemão (DDP), exercendo notável influência na redação da Constituição de Weimar.

            Escreveu A Ética protestante e o espírito do Capitalismo (1904-1905), onde discorre sobre a influência das religiões na economia capitalista e a relação da doutrina da predestinação e da comprovação com a mesma — Deus determinou o destino dos homens desde a criação e a idéia de que certos sinais da vida cotidiana, como a prosperidade, podem indicar quais são os eleitos por Deus e quais os danados. O protestantismo e, especialmente, o calvinismo haviam estabelecido as bases do sucesso econômico, da racionalização da sociedade ocidental e, por último, do desenvolvimento do capitalismo. Essa racionalização, entendida como uma visão de mundo que propõe a santificação de cada ato particular do cotidiano, abre um campo para o enaltecimento do trabalho, visto como a marca da santificação. É essa característica que permite a articulação entre a ética protestante e o espírito do capitalismo.

            A política, para Weber, é vista como vocação; o Estado, a entidade que possui o monopólio do uso legítimo da ação coercitiva, sendo a política ferramenta deste.

            A Burocracia, também, foi um de seus objetos de estudo. Weber delineia a famosa descrição da burocratização como uma mudança da organização baseada em valores e ação (a chamada autoridade tradicional) para uma organização orientada para os objetivos e ação (chamada legal-racional) e que, segundo ele, é uma "noite polar de frio glacial" na qual a crescente burocratização da vida humana a coloca numa gaiola de metal de regras e de controle racional. Isto foi de grande importância no estudo da Teoria da Burocracia, dentro do campo de estudo da administração de empresas.

            A sua concepção de uma sociologia abrangente partia do conceito de conduta social e cabia a Ciência explicar o fenômeno social a partir da investigação do comportamento subjetivo, que vincula o indivíduo a seus atos.

Max Weber morreu de pneumonia em Munique, Alemanha, no 14 de Junho de 1920.

 

Fontes: http://pt.wikipedia.org

http://biografias.netsaber.com.br